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domingo, 13 de março de 2011

Literatura fantástica


Tida durante muito tempo como gênero menor, a literatura fantástica produziu, no entanto, obras de interesse universal. Na segunda metade do século XX, ganhou imensa popularidade a vertente fantástica latino-americana conhecida como realismo mágico.

Entendida como qualquer tipo de criação literária que não dê prioridade à representação realista, a literatura fantástica engloba mitos, lendas, contos de fada, contos folclóricos, escritos surrealistas, contos de horror etc. -- e qualquer texto que se situe em territórios diferentes da realidade imediata ao ser humano. Mais propriamente do que gênero literário, a literatura fantástica é uma tendência, observada ao longo de toda a história da literatura.

Literatura de horror


A literatura de horror se caracteriza por levar o leitor a aceitar a verossimilhança do inacreditável e a aderir emocionalmente à atmosfera angustiante ou sobrenatural sugerida pelo autor.

Pode-se fixar em 1764 o início da literatura de horror, com a publicação de The Castle of Otranto (O castelo de Otranto), de Horace Walpole. O cenário da obra, um castelo do século XIII, deu nome ao romance gótico, típico da literatura de horror, cujos títulos mais célebres são The Mysteries of Udolpho (1794; Os mistérios de Udolpho), de Ann Radcliffe, e The Monk (1796; O monge), de Matthew Gregory Lewis.

Fenômeno da segunda metade do século XVIII, o romance gótico prolongou sua influência até o século seguinte. Uma de suas reminiscências típicas é The Haunters and the Haunted or The House of the Brain (Os assombradores e os assombrados ou A casa do cérebro), de Edward Bulwer-Lytton.