terça-feira, 16 de outubro de 2012

A lenda do Caleuche

Uma das lendas mais conhecidas da mitologia Chilota do sul do Chile descreve o Caleuche, um navio fantasma que aparece todas as noites perto da ilha de Chiloé. Segundo a lenda local, o navio é uma espécie de ser consciente que navega nas águas ao redor da área, levando consigo os espíritos de todas as pessoas que se afogaram no mar. Também é descrito na aparência de um grande veleiro cuja cobertura principal é cheia de luzes brilhantes, e que navega ao som de músicas e orquestras.

Diz a lenda que quando deseja passar despercebido, este navio mal assombrado esconde-se sob as águas ou é cercado por uma neblina sobre natural que faz com que fique invisível aos olhos humanos.

De acordo com diferentes versões que cercam as míticas aparições do estranho veleiro, acredita-se sobre sua tripulação ser constituída pelo sombrio Chiloé Waeloxks e seus fiéis servidores que morreram no mar, pela fantasmagórica tripulação de escravos, por duas bruxas míticas e por todos aqueles que decidirem ir com o navio voluntariamente sendo assim retribuídos pela promessa de riqueza.

Além disso, diz-se que quando se navega pelos mares do arquipélago de Chiloé, pode-se ver o Caleuche e suas almas em festa a vagarem eternamente recolhendo as almas para aumentar sua macabra tripulação.

A lenda do Caleuche, relaciona-se de formas diferentes, com inúmeros aspectos da história e das crenças do arquipélago de Chiloé.

Entre as inúmeras hipóteses propostas, sugere-se que o mito pode ser uma variação lenda do europeu  Holandês Voador, que foi baseada em fatos reais, como por exemplo sobre o desaparecimento do navio holandês "A Calanche", ou que originou-se nos misteriosos desaparecimentos nas expedições espanholas ou na chegada de navios piratas holandeses como o liderado por Baltazar de Cordes, que em 1600 capturou toda a ilha por um período curto.

Alguns também dizem sobre as aparições serem provenientes ao fenômeno da "OSNIS" (objetos não identificados submersíveis).

Fontes: Histórias Assombradas.

A Procissão dos Ossos

Em Portugal, em 1498, determinou o rei dom Manuel que à Irmandade da Misericórdia fosse permitido todos os anos, no dia de Todos os Santos, retirar dos patíbulos os restos ainda pendentes dos justiçados para lhes dar sepultura. 

Foi esta a origem da procissão dos ossos. Investida a Misericórdia do Rio de Janeiro nos privilégios e atribuições da sua congênere de Lisboa, que lhe servira de modelo, assumiu também aqui o mesmo encargo.

À tarde do dia primeiro de novembro começavam a dobrar funebremente os sinos de todas as igrejas, tocando a defuntos. No início da noite, concluídas as vésperas, saíam os irmãos da Misericórdia, em solene cortejo, com os farricocos carregando duas “tumbas” para recolher as ossadas ao pé da forca.

Era o mais funéreo espetáculo que se possa imaginar. Quem quiser conhecer a organização desse préstito encontrará a descrição pormenorizada no velho “compromisso” da Irmandade, no capítulo que diz: “Do modo com que se hão de ir buscar as ossadas dos que padeceram por justiça…”

Cumprida a sua macabra missão, regressava a procissão à igreja da Misericórdia onde eram depositadas as tumbas. Havia então sermão e ofício dos mortos. Revezando-se, os irmãos velavam os restos mortais recolhidos que, na manhã seguinte, eram inumados no cemitério atrás do hospital.

Com o abrandamento dos costumes e o aperfeiçoamento da civilização, deixou de ser proferida a sentença de morte natural para sempre e a procissão dos ossos pouco a pouco foi perdendo a razão de ser, até que se extingüiu.

Fonte: Coaracy, Vivaldo. Memórias da cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1965. Coleção Rio Quatro Séculos, 3

Acônito

O acônito (Aconitum napellus) é uma planta venenosa, pertencente à família Ranunculaceae muito utilizada em fármacos homeopáticos. Possui raízes tuberosas e caule ereto, com flores azuis na forma de um elmo. O fruto é uma vesícula. Os sintomas do envenenamento por sua causa são salivação excessiva, falta de ar, tremores e aceleração dos batimentos cardíacos. Apenas 10 gramas de raíz constituem uma dose letal para o ser humano.

É uma planta vivaz que pode atingir até 1,5 metros de altura, tem folhas verde-escuras, palmeadas e recortadas, flores azuis, raramente brancas, e raiz fusiforme. 

Era muito usada em ungüentos preparados por feiticeiras medievais. Considerada a mais mortal de todas as plantas que são associadas à "bruxaria", também é conhecida como “veneno de lobo”, uma vez que era usada nas flechas para caçar tais animais na região do Egeu e do Mediterrâneo.

Originalmente é do oeste europeu, mas passou a ser cultivado na Grécia antiga e difundido na Itália. Hoje em dia é uma erva que pode ser encontrada até mesmo na Inglaterra e País de Gales. Entre os efeitos do acônito estão profundas alterações nos estados de consciência, o que o leva a ser uma erva bastante utilizada em rituais de deslocamento.

A intoxicação num primeiro momento traz excitação geral, com parestesia nos lábios, língua e garganta por bloqueio do trigênio. Depois alterações gastrointestinais: diarréia, vômitos e sialorréia. Em uma segunda fase se produz hipotermia e paralisia dos músculos respiratórios e bloqueio dos centros nervosos cardiorrespiratórios, que pode conduzir a la morte por asfixia em poucas horas. 

Na medicina, é uma planta bastante utilizada em remédios homeopáticos. Indicações: asma, bronquite, congestão pulmonar, corisa, doença inflamatória, febre com delírios, feridas na pele, gota, gripe, hipertrofia do coração, laringite aguda, nevralgia facial, nevralgia lombociática e do trigênio, palpitação nervosa, pneumonia, reumatismo, tosse espasmódica, úlceras.

O uso interno somente deve ser feito com receita médica, em doses homeopáticas e com preparações farmacêutica com determinação do conteúdo de alcalóides. É muito venenosa, não tocá-la quando efetuar a colheita. Aconselha-se, a utilização dos preparados farmacêuticos. Jamais usar na gravidez, lactação, em crianças, em combinações com álcool, sedantes, anti-histamínicos, hipnóticos, antidepressivos, espasmolíticos, pessoas com constipação, febre alta ou hipertensão. A dose letal é de 1 a 3 mg de aconitina (equivalente a 2 a 4 g de tubérculo fresco).

Desenterra-se os tubérculos com as raízes jovens (verão ao princípio do outono). Depois de muito bem limpos cortá-los no sentido do comprimento secá-los o mais rapidamente possível à sombra à temperatura de 40º C a 50º C.

Outros nomes populares: capacete-de-júpiter, capuz-de-frade, casco-de-júpiter, napelo, ito, anapelo, matalobos, nabillo del diablo, napelo (castellano), aconite, blue rocket, true monkshood, wolfsbane (inglês), bachnag, mithazahar (hindú), ts’ao-wu, wu-t’ou (chinês), aconito (italiano).

Fontes: Dicionário Mágico; Jardim da Magia; Wikipédia.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Eliphas Levi

Eliphas Levi, nome de batismo Alphonse Louis Constant, (08 de fevereiro de 1810 - 31 de Maio de 1875) foi um escritor e ocultista francês. O seu pseudônimo "Eliphas Levi," sob o qual ele publicava seus livros, resultou de pretender ter neles um pseudônimo de origem hebraica associando-o mais facilmente a outros cabalistas famosos.

O maior ocultista do século XIX, como muitos o consideram, era filho de um modesto sapateiro. Tinha uma irmã, Paulina-Louise, quatro anos mais velha que este. Desde sua infância demonstrava um grande caráter de seu talento para o desenho, seus pais introduziram-no para o ensinamento religioso.

Depois disso, aos dez anos de idade ingressou na comunidade do presbitério da Igreja de Saint-Louis em Lille, onde aprendeu o catecismo com o seu primeiro mestre, o abade Hubault, que fazia seleções dos garotos mais inteligentes. Eliphas Levi foi encaminhado por Hubault ao seminário de Saint-Nicolas Du Chardonnet, para concluir seus estudos preparatórios. A vida familiar para ele havia acabado neste momento. No seminário, teve a oportunidade de aprofundar-se nos estudos da filologia, e quando completara seus dezoito anos já era apto para ler a Bíblia no seu contexto original.

No ano de 1830, foi transferido para o seminário de Issy para estudar filosofia. Dois anos depois, ingressou em Saint-Sulpice para estudar teologia. Foi nesse tempo que esteve em Issy que escreveu seu primeiro drama bíblico, Nemrod. No seminário de Saint-Sulpice criou seus primeiros poemas religiosos, considerados de demasiada beleza.

Eliphas Levi foi ordenado diácono em 19 de dezembro de 1835. Em maio de 1836, teria sido ordenado sacerdote, se não tivesse confessado ao seu superior o amor por Adelle Allenbach, cuja primeira comunhão com ele havia realizado. Suas convicções receberam um choque tão grande, que Levi sentiu-se jogado fora da carreira eclesiástica.

Por resultado de uma publicação de uns escritos de sua Bíblia da liberdade foi posto preso durante oito meses, incluindo 300 francos de multa, acusado de profanar o santuário da religião, de atentar contras as bases que sustentam a sociedade, de espalhar ódio e a insubordinação.

Depois de tanto constrangimento e de tantos parênteses na sua vida, enquanto esteve preso, teve contato com os estudos de Swedenborg. Segundo Eliphas mesmo afirmava, que, tais escritos não contêm toda a verdade, mas conduzem os neófitos com segurança em uma suposta senda esotérica.

Começo da carreira no ocultismo

Deixando a prisão, realizou pequenos trabalhos, principalmente pinturas de quadros, murais nas igrejas da região e colaborações jornalísticas. Mesmo com esses contratempos da sua vida (que os considerava materiais), não deixou jamais de enriquecer seus conhecimentos e aperfeiçoar sua erudição.

Em Swedenborg, encontrou os grandes magos e alquimistas da Idade Média que o introduziram no esotérico, entre eles foram Guillaume Postel, Raymond Lulle e Henry Corneille Agrippa.

Não obstante, em 1845, aos trinta e cinco anos de idade, escreveu sua primeira obra ocultista de nomeada: “O livro das Lágrimas ou Cristo Consolador”.

Assim como terá desenhado, em 1854, no seu livro “Dogma e Ritual da Alta Magia”, aquela que é a representação mais conhecida de um suposto Baphomet atribuído como ídolo dos cavaleiros Templários.

Obras

Dogma e Ritual da Alta Magia
História da Magia
A Chave dos Grandes Mistérios
A Ciência dos Espíritos
As Origens da Cabala
Os Mistérios da Cabala
Curso de Filosofia Oculta
Fábulas e Símbolos
O Livro dos Sábios
O Grande Arcano
Os paradoxos da Sabedoria Oculta
O livro das Lágrimas ou Cristo Consolador


Fonte: Wikipédia.